CEO do Atlético admite problema na acústica da Arena MRV e fala em solução

A acústica da Arena MRV voltou a ser tema de discussão no Atlético. Em coletiva de imprensa realizada no estádio, o CEO Bruno Muzzi abordou o problema, que tem sido alvo de reclamações desde a inauguração. Muzzi assumiu a responsabilidade e explicou a situação.

“Quero dizer que a responsabilidade está no meu colo. Eu estava aqui desde o início da obra da Arena MRV. Naquele momento, tínhamos duas opções quando surgiu o licenciamento: atendê-lo ou não levar a obra adiante. Atendemos a questão do licenciamento. De fato, existe um problema. Isso é sabido e não vamos fugir disso. A Arena MRV tem uma cobertura feita para absorver 95 decibéis internamente, e ela não tem pegado fogo”, afirmou Muzzi.

Nesta semana, em protesto realizado em frente à sede de Lourdes, torcedores relataram dificuldades em escutar diferentes setores na Arena. Uma faixa dizia: “1bi na Arena para abafar a massa e sumir com o povão do estádio? Cadê o caldeirão? Queremos acústica e ingressos já!”

Muzzi informou que o clube está realizando diversas ações e testes sonoros para resolver o problema da acústica. “Os estádios antigos tinham coberturas de concreto, os mais novos são diferentes, com lona, metálico, lona que parece de circo. Eles usam um sistema de voice lift, que capta e distribui o som de maneira uniforme. Fizemos o primeiro teste no jogo contra o Flamengo. Medimos 105 decibéis no pico, enquanto o Maracanã atingiu 95 decibéis. O estádio do Athletico-PR, do Benfica, o Allianz de Munique, todos usam isso. Estamos em fase de melhora dessa implementação. Além disso, estamos realizando um estudo paralelo com especialistas. A expectativa é que o estudo fique pronto até dezembro de 2024, para implementação em 2025. Construímos uma sala que é a réplica da Arena MRV, onde podemos fazer os testes sonoros”, completou o CEO.

O Atlético busca, assim, solucionar as questões acústicas da Arena MRV e atender às expectativas de seus torcedores.